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June 23, 2014
 

Agora Somos

E ele sonhava,
de sol a sol
jogava
e parecia querer ser estrela do futebol.

Ele jogava
bola, boliche, peteca
e de noite
se escondia na biblioteca.

Menino sabia
que o caminho era longe
mas permanecia na certeza
de saber que depois de hoje
vem sempre amanhã.

Ele queria
e de tanto querer
conseguia
não era só mais ele e a bola.
Era a torcida inteira gritando agora:

"Eu sou, eu sou"
Agora EU sou
Agora ELE é
NÓS somos,
mais que achamos
mas exatamente o que sonhamos.
Somos MAIS.

Ana Lidia Resende
23/06 02:41

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June 23, 2014
 

Sinto falta
do declínio
pra baixo -  pra cima
de mim,
menina
que me fazia bailarina.
Então baila.

Ana Lidia Resende
26/03 02:36

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June 19, 2014
Lima Duarte, Brasil

Espero(Esperança)

Não que a esperança me falte
mas é que algo exalta
e pede um grito mais alto.

Não que eu desista de mim
nem de você
mas é que às vezes é preciso
ver - ou ler - pra crer.

E creio.
Sem deleito
Que é esse grito
que vai mudar.
Deito
e me retiro
desse rio que deságua.

Afinal,
também sou água
nessa escuridão
azul.

Ana Lidia Resende
14:51 19/06/14

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June 17, 2014
Lima Duarte, Brasil

Palavra Curva

Veja só:
Eu sou mais uma
a mergulhar
nessa curva
que é o papel.

Olha:
sem pudor lhe digo
eu amo isso.
E sei
que chegarei no céu.

Afinal,
a estrela que me ilumina
me disse:
vá e volta
afinal,
palavras causam revolta.

Poesia,
palavra explícita
que me faz poeta.

Ana Lidia Resende Paula
17/06/14 15:20

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June 16, 2014
Lima Duarte, Brasil

Linhas Retas

Resolvi que era tempo de fazer valer a vida e como o tempo corre rápido, percebi que se não fosse agora seria tarde. E fui.
Sabendo que se o caminho fosse longe haveria morada, se fosse demorado, haveria conforto e se nesse caminho houvessem coisas ruins, outras tantas boas também estariam comigo. Sim, e ele era distante, demorado e tinha algumas imperfeições, mas eu sabia que de noite uma estrela estaria ali para me iluminar e que se eu desistisse, não estaria só desistindo de um sonho, mas estaria desistindo de mim mesma.
Peguei um pape,l era hora de seguir o que o destino reservava pra mim e era naquele caminho de linhas que eu me encontrava, sem muito entendimento (afin...

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June 14, 2014
Lima Duarte, Brasil

Na praia:

Sou mais areia
que mar
nele sou a sereia
e nela
estrela do mar.

E se o mar for embora
leva com ele a minha história
eu resguardo
apenas uma gota de água
assim
faço um oceano inteiro
em mim.



Ana Lidia Resende
14/06/14 - 23:55

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June 10, 2014
Lima Duarte, Brasil

Real

O canto da sala
vazio
guarda segredos
e gritos infinitos.

Fiquei só
mas não sozinho
o retrato permanece ali
sorrindo.

Mesmo que no coração
saudade
na parede
a realidade:

Foi-se embora mesmo!


Ana Lidia Resende
10/06/14 -  15:05

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June 10, 2014
Lima Duarte, Brasil

Sentimentalidades

Achei jogada na rua
uma carta
sem remetente
Pra quem teria sido mandado
àquele deslize de palavras
que parecem noticiar algo?
Seria pra mim?
Pro espaço vago?
Ou pro primeiro que achasse?
Seria pro dono de um coração?
Quem sabe?
Pensei em abrir
mas e se não fosse pra mim
seria invasão - de privacidade.
Não fui intrusa
mas fiquei confusa.
Esqueceram uma sentimentalidade jogada no chão.
Provavelmente alguém sem coração;
Ou foi o vento
que voou rápido de mais
rompendo
a ligação
mão trémula e palavra e caos.
Palavras?
Seriam de amor?
Pensei mais
e ainda mais
Abrir?
Jamis.
Fui embora
seguindo meu destino
Curiosa.
Mas sabendo
que se fosse e...

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June 8, 2014
 

Margem

Bem
Sinto que um caos está prestes a acontecer aqui,
me afasto
me afogo
em lágrimas
Mas olho
o lado bom da história;
tenho o privilégio(nem tanto)
de ter um rio correndo em mim.

Ana Lidia Resende
01:39 09/06

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May 27, 2014
Lima Duarte, Brasil

E agora?

Dei tanto valor á margens
que o rio secou.
Achei que sorrir era um fato
que o choro passou.
Pensei que o sol era farto
que a chuva caiu.
Imaginei que  o espaço era exato
que a voz não saiu.

Sem dias
sem meses
sem datas
odeio as exatas
impostas pela sociedade
Estou farta!

Não sei o valor exato do quadrilátero
nem a raiz de 5
É exata?
Sei do amor
               da palavra
                             do humano
                                           da estrada.
Sei do desânimo
                     do sorriso animado
                                            do caminho certo
Sei do passado,
que passou tão rápido

Do futuro,
que nem veio

Do ins...

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May 7, 2014
Lima Duarte, Brasil

A primavera
ofusca
o que já era
amar - só
não...
amar- dura
o amor cura
Amar(cura)

Ana Lidia Resende Paula

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April 22, 2014
 

Gosto só

Sentado
na beira da estrada
sem rastros
solidão ainda não identificada.
Sozinho,
sem ninho,
sem rumo
sem asas.

Gosto só

Perfura no peito a dor,
chora sem olhos
beija sem boca
abraça sem braços
e o ritmo que ecoa:
Foi-se embora o amor!

Revira a saudade
não encontra.
Olha para um lado, pro outro
e o vão da noite é maior.
Ser sozinho...
Destino.
E até o infinito parece ser do contra.

Não é que o amor falte,
não é que ele não queira vir...
Mas é que vagamente, provavelmente,
ele tenha sido deixado por aí.

Em uma prateleira empoeirada...
Em um baú trancado...
Na beira da estrada....
Ou em um coração amargurado...

Mas e que com o amor é diferen...

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April 12, 2014
 

MUNDO NOVO

Vontade estabelecida... Mudar o mundo! Mas quem sou eu senão pequena moradora de um mundo tão grande?! Não sou nada mais que você e que aquele seu tio que senta todas as manhãs no jardim central de sua cidade para alimentar os pássaros. Não sou diferente do professor que acorda sempre bem cedo cheio de ofício nato e com vontade suficiente de ensinar aprendendo. Sou tão parecida com aquele senhorzinho sentado há sete dias na calçada, embrulhado por uma papelão molhado, já que a chuva também cai... E ele não desiste! Sou como a escritora que se dizia médica pois sabia cuidar com palavras. Sou como o caminhoneiro com sono  e com muita vontade de chegar ao fim da estrada e também co...

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April 6, 2014
Brasil

UM DIA EU CHEGO LÁ

Quero ser poetisa,
Meu sonho realizar.
Chegar perto de Cecília
E jovens poder influenciar.

Escrever sobre fadas, borboletas,
Desenhar a “Aquarela”,
É Vinícius... Um dia eu chego lá!

Quero um dia, como Drummond,
Dizer: “Também já fui brasileiro”,
Já que com ele aprendi,
Que “Amar se aprende amando”.
.

Foi justamente com Machado
Que aprendi que a vida só tem sentido
Se tiver “Bons amigos”
E a usar a “Última folha”,
Mesmo se houver um “Erro”,
Pois errar só nos ajuda a crescer
E crescendo a cada dia,
Sonhos ficam mais perto de realizar.

Fernando Pessoa quando escreveu
“A verdadeira oportunidade”
Quis dizer que só se chega lá,
Falando a verdade....

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April 3, 2014
 

Olhos Abertos

Olhos abertos
esperam ansiosos
os olhos cobertos,
em excesso de ócio.

Faltou tempo...
Sobrou!
Mas é que o vago
de um marco a mais
não contenta os que
não dormem - sem embalar a noite sonolenta.
Dos que não tem sono
(ou fingem não ter).

É que os olhos abertos
esperam o tempo da vida
sem pressa, com calma
e muita paciência.
É gente sabida!

É vida que corresponde com olhos abertos - ou fechados,
A gente se entende!

Ana Lidia Resende
03/04/14 23:09

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March 31, 2014
 

Fica

Não sei muito
de paradigmas
curtos
desse tempo imã
que me preenche - escuro.

Sinto
que necessito
rapidamente de armas curtas
insisto,
não servirei a guerra,
pois me falta escudo.

Não tenho segunda pele
e o que me acontece - fica.
acredito em quem soma,
não suma.
Pare
em mim
e fica.

Ana Lidia Resende

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March 24, 2014
Brasil

De cor azul:

Mar
Imensidão de cor azul
que perfura a olho nu
o meu amor deixado para trás.

Queria caminhar contigo
em ares claros,
pedras doces,
espuma branca...
Queria seguir contigo
e conhecer mais tantos infinitos
como os seus.

Onda...
Roda de ar sobre água molhada,
queria ser  dela
caminhar com esse leve balançar.

Balanço que só tu,
mar azul
sabe embalar.
Balanço de águas que falam
e se abraçam sem muito espaço para respirar.

Imensidão!

Ana Lidia Resende

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March 19, 2014
 

- Trânsito -

Ai que ar desgastado
que a grande - e a pequena metrópole
vem atirando
sobre os rostos árduos
de quem vai continuando.

Anda pela rua,
"bicicleteia" a estrada,
no carro ou no trasporte público
sentindo a poeira enlatada,
um funcionário público
que só quer chegar em casa
depois de um dia cansado.

Ana Lidia Resende

19 de Março de 2014 - 11:36

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March 14, 2014
 

Entre mar
dois
infinitos convergem
na incerteza
do que vem depois.
Poesia
rica árvore
de frutos fortes
que irradia
a vida
dos que só restam sobra.

Ana Lidia Resende

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March 9, 2014
Lima Duarte, Brasil

Ah, o amor!

Bendito seja o bem vindo no meu corpo e alma,
Seja ele alma, áurea aérea,calma.
Mas me seja! E que seja!

Seja vago, ou raso.
Belo ou  feio, "amor feinho" com dizia Adélia,
Que seja meu!

Ah, meu amor! Amor meu!
A arte do encontro é o que faz a vida mais bela,
Amar, amar ele, amar ela...

O amor não precisa de tarjas, de multicoloridas caixas e embrulho,
O amor precisa de dois corações,
Prontos para serem juntos...

Ah, o amor!

Ana Lidia Resende

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March 9, 2014
 

Caminhos inversos
sol
     lua
           neve
Disseram-me
vá sem medo
encontra o farol
se entregue
se faça animal.
Disseram-me
não se faça crua
às vezes certeza traz luto
mas não desista,  
vá à luta.
Disseram-me
não pare
              se entregue
                                 sinta
                                          eleve
                                                    sem toque
                                                                   não se apegue
A vida passa e às vezes não te leva...

Ana Lidia Resende
09/03/14 01:14

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March 8, 2014
 

(...) Mas enfim, que razão eu tenho a não ser a de que todo Carnaval vai dar numa quarta-feira de cinzas - cinza ?

http://umagarotaquequasenaofala.blogspot.com.br/2014/03/carnaval-2014.html

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March 1, 2014
Lima Duarte, Brasil

CALA

Três lados me pedem volta,
surdez, quietude ou revolta.
O mundo me encara no escuro
e perfura o meu coração fraco.
Não posso e não quero me tornar apenas mais um alienado,
inseguro, no mundo.
Nem tão raro!
Por isso paro!
Olho o sol da janela,
vejo o menino brincando na rua,
ouço o canto desenhado na Aquarela,
reparo na gaivota árdua e crua
que voa, voa, voa e não me espera.
Olha ela!
Mas eu não sei, não falo, não ouço, não vejo.
E só percebo
o vento que penteia o meu cabelo.
Sou surda e muda, quieta!
Não que não possa...
Não que não queira...
Mas os meus olhos cansados não enxergam o mundo inteiro.
Também sou cega...
E me cego!
Não quero guerra...
Não quero ...

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February 24, 2014
 

Da sala:

Olho tempo passar pela janela
o ar ardente parece ter pressa.
Olho o futuro que me aguarda
e bebo da fonte de melhor água:
A palavra!

Sinto que sou só mais uma no mundo
e que o meu grito surdo,
não vai continuar no escuro.
Eu quero a luz do sol que raia sob meu olhar,
Luz de quem nasceu pra iluminar!

Olho o dia...
Olho a noite...
Olhos que permanecem guardados na janela da sala,
Escuridão? Ameaça?
Apenas vontade de ficar intacta.

Ana Lidia Resende
24/02/14 - 11:22

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February 21, 2014
Lima Duarte, Brasil

DE TARDE

Denominei-me poeta
caçando palavras
sendo descoberta.

Ao breu noturno
ou no amanhecer
o sol raia,
poeta, eu vou crescer.

Ana Lidia Resende

Feito em junho às "caçadoras de palavras".

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February 21, 2014
Lima Duarte, Brasil

Des- Colorindo

Olho pela janela e encontro um céu roxo
as ordens se inverteram.
E enquanto os outros se espantam.
Eu vejo como pode ser diferente,
a vida em cores opostas.
Mas eu não gosto e nem desgosto,
é que eu posso fazer dele mais colorido,
um outro!
E então eu o pinto:
de amarelo!
Olha que lindo!
O céu se confunde com o sol,
e então eu vou só
descolorir o arco-íris.
Mas não quero, e não seguro,
a  chuva vem comigo;
E pinta o céu de cinza,
acabou o colorido
feito pelas minhas mãos de poeta.

Ana Lidia Resende Paula
21/02/14 14:18

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February 15, 2014
Lima Duarte, Brasil

Solidão de Março

Raio de sol
trasborda
e abre a janela
da vila Esperança
e bate na porta
o pingo da chuva;
o cheiro do orvalho
coração comporta
a solidão de março.

Mas não me importo
um mês falta
pra me sentir sozinha
mas sou menina;

O raio de sol
ainda me acorda
de manhã cedinho
sem muito carinho
eu abro a porta,
sem estar sozinha
agora
estou com a poesia.

Ana Lidia Resende

15/02/14 _ 16:15

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