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Vanessa Cardui

PO# 496741
Portugal
Portugal
www.borboletrasdecardui.blogspot.com
January 10, 2018
 

Como acabei aqui? O que faço aqui? Para que são os créditos à minha frente quando os vejo no PC numa realidade virtual e não numa realidade crua e nua e em que na minha cabeça tudo se assemelha a ruídos de tiros e estrilhos. Maltrapilhos, pessoas com mau carácter que nos jogos podemos matar. E agora aqui estou eu, um John que definitivamente não conheço com sede de perceber qual a sua realidade. O vício tornou-se em realidade? Game over para John? Ou o jogo acabou. Acabou sim. Mas John nunca mais foi o mesmo e não sabe como.

Vanessa Cardui

A NEW DAY
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January 4, 2018
Coimbra, Portugal

Escrever
Sentir o bater da máquina
O escrever e o mudar de linha
O bater o dedo e sentir a escrita
Como se nascida ali
Naquela máquina tão subtil
Naquela fugacidade tão a mil
Escrever a par contigo faz-me feliz
Se te perder sobrevivo por um triz
Escrevo sem ti mas contigo escrevo melhor
Sem ti a escrita não tem o mesmo sabor

Vanessa Cardui

A NEW DAY
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January 4, 2018
Coimbra, Portugal

Explosão
Inversão de marcha
Estradas mal marcadas
Nevoeiro sem deixar ver
Olhos que a terra há-de comer
Tragédias a acontecer
Tanta gente a morrer
De carro e por aí
Quando só querem viver
Aqui nesta vida com fim
Vida de ápice e de prego a fundo
Se parares não serás dono do mundo
Erupção
Câmara lenta
Capacidade atenta
Luzes fuscas
Stress acumulado
Um querer impossibilitado
Os quatro piscas ligados
Os peitos angustiados
E gritos engolidos
Corpos chorados
Cheiro a gente inconsciente
De tanta maldade...

Vanessa Cardui

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A NEW DAY
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January 2, 2018
Coimbra, Portugal

Na maior parte das vezes, durante o dia não tenho tempo para fazer o meu luto em condições. Limito-me a pensar no meu Nunum a toda a hora, e não a dar-lhe forças porque infelizmente já não o posso fazer, mas sim a pedi-las...é uma ausência insuportável, corrosiva demais para se alojar no peito de um humano. Todos os dias tenho arranjado um bocadinho do meu tempo para rezar à minha maneira, por ele. Sozinha, deito-me na cama, embrulho-me nos cobertores, desligo tudo, abro a janela e deixo a aragem entrar. E nesta parte sinto-o entrar, como se o chamasse e ele simplesmente viesse.
Este é o meu luto. Este é o meu culto à sua alma. Sei que vai demorar a passar este nó que se entranhou na minha ...

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January 2, 2018
Coimbra, Portugal

- [x] Sinto que não sinto absolutamente nada. Sinto que sim porque sim e não sinto rigorosamente nada quando não é para sentir! Literalmente devastado pelo sentir que os outros me levam ou me vão levando sem querer. E levam,sem querer também, parte de mim. Sinto que não sinto porque estou dormente, de sono, de abstinência daquilo a que estamos habituados desde sempre - não só os nossos sentidos como os dos outros.
Agora sinto a dobrar quando é para sentir e não sinto absolutamente nada; repito, absolutamente nada quando não é suposto sentir. Mudei. Foram precisos trinta e dois anos de mim e dois anos sem ele que me guiava mesmo que não vivêssemos debaixo do mesmo tecto.
Ele era a coisa mais v...

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December 26, 2017
Coimbra, Portugal

Não dá. Sem ti tudo é mais do que duro... mesmo que passe um ano, dois. Pergunto-me se era suposto. Não sei, se calhar era...
No entanto e mesmo lúcida daquilo que pergunto a mim mesma e que sei que são questões às quais sei responder, sei ainda que nada muda ou mudou só porque te foste. Um lugar à mesa vazio, uma ausência tão corrosiva e atroz. De repente, a mesa ficou por pôr, a árvore por fazer e o jantar a arrefecer. Porque apesar de ser Natal, sem ti ficamos sem vontade de comer. Aquela mesa. Aquela mesa sem ti deixou de ser aquela mesa. E agora nem vontade há, sem ti. Sem ti nada sabe a nada pois deixaste cá tudo, até a ti..

Vanessa Cardui
(In “Ao Nunum”)

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December 22, 2017
Coimbra, Portugal

Vem. Vem já. Dá-me a tua mão e deixa-te levar comigo.
Não receies nada. Estou aqui para te proteger. Anda. Vem sem medos nem horas marcadas. Ser feliz não é uma questão de método mas de aventuras. E amar não passa disso. Por isso vem, e não deixo que te levem e mudarei a imagem de preto e branco para um colorido tão e miraculoso como o arco-íris

Vanessa Cardui

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December 22, 2017
Coimbra, Portugal

Arranca-me do peito esta angústia
Liberta-me a alma deste pensamento obscuro
Eu nem sequer te vejo sem que seja no escuro
Num escuro como breu que nem parece teu
Mas é
Vem de ti
Tu foste
E eu fiquei
E firme como me ensinaste
Herdei com orgulho o que me deixaste
Ficaste para trás no tempo?
Não!
Contigo não existe tempo
Que não seja um sentimento
Que jaz tão nitidamente
Dentro deste peito angustiado
Triste e nostálgico
Por não te ter a meu lado

Vanessa Cardui
(In “Ao Nunum”)

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December 19, 2017
Coimbra, Portugal

Crueldade.
As pessoas são cruéis. No lugar do coração nem uma pedra têm mas sim um espaço oco,sem rigorosamente nada.
Pessoas parasitas que estão bem com o mal e o sofrimento dos outros. Isso não é humanidade, logo não é digno de um ser humano digno, se assim o podemos dizer.
O amor ao próximo é importante. O ter uma vida própria quer dizer muito. A dos ocarduiutros é a dos outros. Assim sendo, para que algumas pessoas confundem a sua felicidade com as das outras? Simplesmente não sabem ter vida. Para mim são seres infelizmente existentes mas que para mim são completamente inexistentes na nossa sociedade.

Vanessa  Cardui

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December 18, 2017
Coimbra, Portugal

Anda pelo fogo
Se o que estiver do lado de lá
Estiver também em ti enraizado
Do lado de cá e angustiado
Anda pelo fogo e corre
Mas não percas o fôlego
Que é pouco coitado
Um suspiro atirado
Sem que seja esperado
Porque é uma desforra
Saber que no fim
O que seria de mim
Sem ti

Vanessa Cardui

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TIS THE SEASON
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December 14, 2017
 

Sou-te o que te sou
Por seres comigo
Por eu ser contigo
Por termos parecido esquecidos
Um do outro e perdidos da trajectória
Com anos de vida passados
Pensamentos já vincados
Mas no final mãos entrelaçadas
Beijos e rebeijos sem iguais
Coisas palavras doces e sinais
Somos nós connosco e nada mais
Sabe bem
Tão bem que sabe
Não ser de mais ninguém
A não ser nosso
Precisámos de crescer
Para nos termos a nós
Para nos termos um ao outro

Vanessa Cardui

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TIS THE SEASON
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PO#496741
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December 13, 2017
 

Ele entrou, mas ninguém estava atrás do balcão. Ele notou um sino em alguns papéis misteriosos. Quando ele tocou o sino viu que não era um sino, mas cartas escritas com toque de pautas musicais. Sons calmos e relaxantes. Palavras como lufadas de ar fresco. Cartas que lhe eram dirigidas e ele não sabia porquê.  Ele estava numa papelaria e não via ninguém. Só queria comprar o jornal mas angariou as cartas que conseguiu, que vieram ao seu encontro e levou-as em vez do jornal.
Quando chegou a casa abriu cada envelope um a um. E cada um era endereçado a ele. Presentes e sinais de um próspero Natal.

Vanessa Cardui

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TIS THE SEASON
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PO#496741
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December 13, 2017
 

Ela era esguia e fria
Astuta como nunca vi
Alterada como não esqueci
Zoomorfa e com ar masculino
Não criava qualquer desatino
Mas na hora da morte
Bebia sangue como absinto
Instinto animal de quem não faz por mal
Sobrevivência nata de seres vivos como os humanos
Mesmo sendo animalescos são humanos
E os animais que são mais gente
Que muita gente que não sente
Zomorfobia cravada em mentalidades
Tantas e frustradas omissas de humildade

Vanessa Cardui

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TIS THE SEASON
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PO#496741
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December 13, 2017
 

Se tivesse direito apenas a dar um presente neste natal, seria a mim mesma sem querer parecer egoísta ou altruísta, sendo que sou mais dada a sentimentalismos do que propriamente a materialismos. Portanto, e com isto o presente que daria a mim mesma seria poder abraçar o meu Nunum novamente,  com a maior força que conseguisse, nem que fosse por um fugaz nanossegundo. Seria o melhor natal desde que não o tenho fisicamente presente. Em suma, este seria, efectivamente,  o presente que maior sentido faria. Um presente. Uma pessoa. Eu. Abraçá-lo só mais uma vez... e não sendo, de todo, possível...não quero mais nada...reforçando o facto de não querer parecer egoísta ou até mesmo ingrata.

Vanessa ...

TIS THE SEASON
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PO#496741
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December 12, 2017
 

Sabes? Às vezes não te dá vontade de dar uma valente malha à vida? Às vezes, a vida é tão iakkkk que apetece espetar-lhe com um mega pão! Às vezes, era merecido, há que admitir!
A vida é uma dádiva, não disse o contrário. Contudo, e se é vida, tem sequelas e cicatrizes  (visiveis ou não;  poucas ou muitas; mas tem). Quem somos nós para a julgar se a vivermos? E quem é ela para nos subestimar enquanto protagonistas dela mesma? Paradoxalmente, há direitos e deveres e antes de qualquer um deles; temos o direito à vida,  portanto à nossa vida, assim subentendido.
Se a vida é nossa porque não dizermos-lhe na cara "estou extremamente irritada contigo!" Ou um típico "sai-me da frente antes que te e...

TIS THE SEASON
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December 12, 2017
 

Fera. Não sabes a fera que está em mim,  assim.
Olhar de fera tenho-o de forma justa mas injusta e cruel quando solto a fera que há em mim. Discursos incoerentes irracionais, comparações ridículas e tridimensionais. Coisas anormais. E solta-se a fera que não espera nem quer esperar.

Vanessa Cardui

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TIS THE SEASON
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December 12, 2017
 

Estás a ir-te e eu não quero deixar-te ir.
Estás a ir-te a esta hora, há dois anos atrás... já estavas a querer enveredar noutra viagem.
E é como se fosse hoje, por isso digo que agora estás a ir-te.
Desde que te foste, foste- te mas ficaste em mim. E, desde então tive que aprender a lidar com a tua ausência.
Chama-me burra ou idiota mas, sempre por esta altura do ano e reforce-se, principalmente nesta altura, sinto-te a ir. E a mesma dor, exactamente a mesma dor... sem tirar nem por... rimei mas não era para rimar, com certeza que terá sido mão tua.
Sinto-te a ir. Sinto-te na despedida, sinto-te nos dias presentes como se estes se sitassem em 2015.
Na verdade, senti-te a vida toda, ainda te...

TIS THE SEASON
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December 11, 2017
 

Conheci-te sem querer
E sem querer apaixonei-me por ti
Vi a tua tonalidade cristalina
Quis mergulhar em ti
E mergulhei..em ti..nas tuas ondas
Como pretérito mais-que-perfeito
Senti que contigo serei sempre feliz
E fui...e sou..e quero ser
Mar, deixas-me ser a tua areia para sempre?

Vanessa Cardui

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HUMAN RIGHTS DAY
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December 9, 2017
 

Em colapso
Por um momento
Sem voz que emita som
Sem força para levantar
Inércia estúpida e demente
Torna imcapaz um corpo doente
Estranha a vida de quem sofre assim
E hoje sofro por colapsar sem querer
Pois o meu corpo foi abaixo sem perceber
E eu fui-me abaixo com ele, deixei-me adormecer

Vanessa Cardui

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HUMAN RIGHTS DAY
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December 8, 2017
 

Quero ir mas tenho receios
Quero ficar sem ter que ir
Quero dizer sem ter que falar
Quero falar sem perder a voz
Em tom parvo e tão atroz
Que não lembra ao diabo
E me causa tantos nós
E numa altura há uma citação
Carpe diem a certo ponto
Pois a pressa e a vontade
Que pensando puxa por nós
E arrasa na maratona do coração
Preso dentro do peito que bate veloz
Rápido e acelerado
Esguio e desligado
Perdido e encontrado
Desmedido
Desenfreado
Descontrolado
Mas com rumo certo

Vanessa Cardui

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HUMAN RIGHTS DAY
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PO#496741
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December 7, 2017
 

O quente
O quente no frio
Um belo arrepio
Alucinante calafrio
E lá fora,  tanto frio
Que arrepio pelo corpo fora
Um misto de temperatura e fusão
Calafrio que perdura no coração
E frio lá fora...o tempo não demora
Nem se esquece de quem se conhece
De quem se apaixona e de quem namora
O presente do tempo que traz frio ou calor
E o que mais havemos de querer na vida é paz e amor
Calor cá dentro e frio lá fora
Um quente frio por mim afora
No inverno caneca companheira
Faz o frio lá fora desaparecer
E quando o calor vier novamente
Cá estarei para ele quente no frio certamente
Mas de outra maneira
Agora está frio lá fora
E está quente cá dentro
Despeço-me sem demora
Sem qualquer lament...

TIS THE SEASON
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PO#496741
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November 28, 2017
 

Tu fugaz
O tempo voa
Sai de gás
Ficas sagaz
Nervoso por dentro
Descentrado do centro
Porque curvas com rectas?
E fazes juras como certas?
Não sabes ser audaz
Não sabes valer a pena
Só sabes ser sagaz
Quando sabes da coisa amena

Vanessa Cardui

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GIVING DAY
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November 28, 2017
 

Tu és aquilo que não se pensou
Jamais és aquilo em que se pensou
Se houve alguém que te pensasse fui eu
Criei-te na minha cabeça vezes sem conta
Estava bem e feliz a fazer de conta
Feliz que é como quem diz
Quando não se sabe o que se diz
Felicidade vem de ti e da nossa união
Por acaso,  existe no mundo maior benção?
Tu és o substrato e os fertilizantes
Na planta que é o nosso amor
Mesmo sem aditivos nem conservantes
Aquilo que sinto ao ter-te é valor
Valor de uma vida que já foi alguma
Mas que começou contigo e assim o terminará
Estamos selados como areia e mar
Com este amor surreal tão ímpar
Vamos viajar apenas com beijos, paixão
São viagens incríveis,  sabes bem
E erernas sem ...

GIVING DAY
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PO#496741
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November 27, 2017
 

Está a aproximar-se a altura de me lembrar que te foste. Está a aproximar-se a altura da melancolia mor que se apodera das minhas entranhas. Fazes-me falta. Fazes-me tanta falta. Quase dois anos sem ti e tudo deicou de fazer sentido...principalmente até ao segundo ano. Depois, apesar de toda a saudade cravada dentro de mim, comecei a conformar-me lentamente que te tinhas ido mesmo. E aí passei a interpretar sinais. Os teus. Aqueles sinais que só podem vir de ti. Aqueles sinais que se me atiraram de cabeça para uma felicidade transcendente e que se tornaram cruciais nos meus dias. Podem até nem ser sinais, mas para mim são. E são porque, para mim, fazem sentido. E ainda bem. Porque de outra fo...

POETRY BOOKS
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November 25, 2017
 

Xiuuuuuu
Não digas nada
Vai e segue
A vida é breve
Não te vicies
Não te subestimes
Não te humilhes
E cala-te quando te deves calar
A vida é para andar e não para parar
Vai e segue
A vida é breve
E pesada de leve
Como uma pena de uma tonelada
E como o tempo que não vale nada
Momento de silêncio
Desespero de sossego
É assim o que se pode esperar
De quem fala por falar
Que diz mais do que o que quer dizer
E que fala barato e mesmo sem querer
Pensa que fala bem e não quer crer
Xiuuuuu
Cala a tua boca
Essa boca solta
Que se não está calada
É porque está anestesiada

Vanessa Cardui

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POETRY BOOKS
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November 20, 2017
 

Fui a uma festa avessa
E que entusiasmo maior
Tanto verde da natureza
Tanta felicidade e tanto amor
Era uma festa simples com certeza
Mas onde o verde se vê crescer
Sem que o poder trave o querer
Sem que a batalha seja para perder
Festa de gente miúda e graúda
Mentes abertas, legitimamente liberais
É que neste mundo somos todos iguais
A natureza é pura e traz saúde
Os laços do povo são os que fazem a festa
Spots tranquilos e cheios de harmonia
Relatos de pessoas que têm epilepsia
Desabafos de seres discriminalizados
Choros tímidos de humanos sem chão
Num mundo que só tem tecto
Só se pode voar
Não se pode pisar
A ideia é andar recto
Mas há percalços
Há pedras no sapato
Há doenças q...

NOVEL WRITING MONTH
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PO#496741
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November 20, 2017
 

Morres por crescer?
Ou cresces para morrer?
Afinal o que é a vida? 
Um processo?
Ou um beco sem saída?
Estamos aqui
É para ser
É para ver
E para crer
Afinal se não vivemos
De que nos serve viver?

Vanessa Cardui

NOVEL WRITING MONTH
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